OS INVISÍVEIS
2003-presente

Objetos, tão banais que se tornam invisíveis, são motorizados e submetidos à  performances discretas em curtos intervalos de tempo - numa fruteira, uma laranja dá um pequeno pulo; sobre uma prateleira, uma garrafa de Coca-Cola desliza para a esquerda e de volta para a direita; uma pintura na parede faz uma rotação de 180o e mais outra depois, retornando à  sua posição inicial; em um parque, um coqueiro gira periodicamente.

Ao invés de receberem o foco normalmente reservado aos trabalhos de arte, essas peças existem para serem percebidas com o canto do olho, perturbado, talvez, por seu movimento inusitado. Nem todos as notam, mas uma vez percebidas, a inesperabilidade de sua performance faz que esses objetos se façam duvidar e, em um mesmo instante, coloca o espectador em alerta enquanto intensifica o espaço ao seu redor, como um caçador à  espreita da presa pressentida mas não exatamente detectada.

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Os Invisíveis (no 2)
Oslo Kunstforening, Oslo, 2007

local: uma estante
ação/objeto: uma garrafa de Coca-cola desliza sobre uma pilha de livros